LUCAS 5
33 Disseram-lhe eles: Os discípulos de João e bem assim os dos fariseus freqüentemente jejuam e fazem orações; os teus, entretanto, comem e bebem.
34 Jesus, porém, lhes disse: Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto está com eles o noivo?
35 Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, sim, jejuarão.
36 Também lhes disse uma parábola: Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha; pois rasgará a nova, e o remendo da nova não se ajustará à velha.
37 E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão.
38 Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos e ambos se conservam.
39 E ninguém, tendo bebido o vinho velho, prefere o novo; porque diz: O velho é excelente.
Para se analisar essa passagem é preciso primeiro entender o significado do jejum.
É muito difícil dizer quando e onde surgiu o costume de se fazer o jejum. O certo é que jejum é praticado por diversas religiões, cada uma com seu motivo específico.
Pode-se entender que o objetivo do jejum naquela época era se humilhar perante Deus, onde as pessoas deixavam de comer qualquer alimento ou bebida para que Deus tivesse compaixão dele.
Pelo contexto do texto de Lucas, se vê que essa prática era comum. Porém nem Jesus nem seus discípulos jejuavam
A bíblia só relata que Jesus jejuou uma vez durante quarenta dias e quarenta noites (Mateus 4:2).
Muitos se apegam à pratica do jejum à passagem em que Jesus diz que pra expulsar uma certa casta de demônios era necessário jejum e oração (Marcos 9:29). Porém é preciso lembrar que Jesus disse isso antes de sua morte e ressurreição. Após sua ressurreição Ele diz “em meu nome expulsarão demônios” (Marcos 16:7). Daquele instante em diante usaríamos o nome de Jesus. Não existe outra forma. O nome de Jesus é suficientemente poderoso para expulsar demônios. Não é necessário nenhum sacrifício.
Mas voltando ao texto, Jesus diz que não era necessário o jejum pois Ele já estava com os discípulos. Não era necessário nenhum sacrifício ou se humilharem perante Deus daquela forma. Mas quando Ele não estivesse mais com eles (fisicamente falando), os discípulos voltariam às velhas práticas de antes, como foi o caso de Pedro que considerava alimentos impuros e achava ser totalmente necessário a circuncisão. Mas esse não era um ensinamento de Jesus. Ele não queria enviar sua mensagem baseado nos costumes antigos, e por isso Ele não estava preso a nenhuma tradição.
Ele é o vinho novo e sua palavra os odres novos. Não adiantava nada Ele firmar seu evangelho em uma velha tradição. Por isso ele trouxe uma nova palavra, uma nova roupa.
Usando as palavras do nosso vice-presidente José de Alencar “Deus não precisa de câncer para me levar. Se Ele quiser me levar Ele leva com ou sem câncer”. Da mesma forma é o nome de Jesus que expulsa demônios, que cura os enfermos, e não nossa capacidade. Independente de você estar ou não em jejum. Achar que Jesus precisa que você esteja em jejum para efetuar uma obra, é limitar a capacidade Dele às nossas atitudes, quando o correto é o contrário. Nossa capacidade é limitada, a Dele não.