Viagem Cultural

Dicas e opiniões sobre assuntos diversos.

MISTICISMO RELIGIOSO

As religiões de um modo geral, creem que o Deus que cultuam seja muito poderoso. Assim são os católicos, evangélicos judeus e muçulmanos. Para todos eles, Deus é o criador do universo e de tudo o que há neles.
Mas apesar dessa crença num Deus todo poderoso, por mais contraditório que possa parecer, na visão dos fies esse Deus acaba precisando de uma “ajuda”, seja física ou carnal.

É comum vermos em algumas dessas religiões, principalmente entre os evangélicos, a prática do jejum como uma forma de se alcançar alguma graça. Se cremos que Deus nos concede algo pela sua graça, então nosso sacrifício é em vão e desnecessário. Por outro lado se somos merecedores pelos nossos sacrifícios, então estamos anulando a graça de Deus e recebendo a benção pelos nossos méritos. Uma ação invalida a outra.

Já presenciei crentes levarem a Bíblia para a escola em dias de prova, como se Deus fosse ajudar na prova. Para ir bem na prova é necessário estudar. Deus jamais vai prejudicar alguém que estudou e beneficiar outro que não estudou, somente porque o segundo levou uma Bíblia no dia da prova.
Também já fui em muitas casas onde a Bíblia estava aberta (normalmente no salmo 91), como se essa prática de alguma forma fosse proteger a casa. E se a Bíblia estivesse fechada, mudaria algo? A casa ficaria desprotegida?
A Bíblia só tem valor quando o que está escrito nela é colocado em prática em nossas vidas. Fora isso, ela é somente mais um livro.

Outra prática, não tão comum, mas que já presenciei, foi o ato de algumas pessoas colocarem sal grosso para expulsarem mau espírito. Eu imagino que um espírito que tenha medo de sal grosso não deve ser tão perigoso assim.

Existem também aqueles que costumam usar uma fita ou uma peça de roupa vermelha, com o intuito de afastar o mau-olhado. Ou Deus não é forte suficiente para não deixar que esse “mau-olhado” tenha influência na minha vida, ou essa cor vermelha tem muito mais poder do que eu imaginava?

O crucifixo foi transformado em um objeto sagrado, usado na maioria das igrejas cristãs. Virou pingente, sendo usado desde em retrovisores de carros até em repartições públicas, com o objetivo de proteger o local. Porém pouca gente sabe que de acordo com a Bíblia, o crucifixo é um objeto de maldição: “pois aquele que é pendurado, é maldito de Deus” (Deuteronômio 21:23).

Existem também muitos cristãos que tem em suas salas a figura do Buda virado de costas, pois nessa posição acredita-se que traga prosperidade. Isso já começa sendo uma grande confusão, pois Buda sequer é um personagem cristão.

Passou-se a materializar a fé através de objetos, tornando o objeto como algo sagrado.  São oferecidos, rosa ungida, água do rio Jordão, pulseirinhas, água ungida, toalhinhas, meias e travesseiros. E chegou-se ao cúmulo de se oferecer óleo ungido. Ora, se ungir é o ato de passar óleo em algo, como se unge o próprio óleo?

Muitas outras prática estão tão enraizadas na cultura popular que nem notamos. Por exemplo, jogar arroz nos noivos após o casamento, usar roupa branca ou comer lentilha na virada do ano, pular sete ondas, entrar em um ambiente com o pé direito.

E o que falar então das superstições e simpatias? Não passar embaixo de escadas, temer quando um gato preto cruza nossa frente, achar que um trevo de quatro folhas, ferradura ou pé de coelho dá sorte, etc.

Todas estas práticas na verdade acabam por diminuir o poder de Deus. Acreditamos que o inimigo é forte o suficiente para fazer coisas ruins em nossa vida, destruir nosso trabalho, nosso casamento, mas não acreditamos que Deus sozinho é capaz de vencer esse inimigo.

Deus não precisa de ajuda para fazer algo. Muito menos nossa ajuda.

Ele é Deus. E isso é basta.

 

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18/06/2017 Posted by | Religião | | Deixe um comentário

IGREJA DE FAMÍLIA

Uma das coisas que sempre admirei na igreja católica é a organização. Até já escrevi sobre isso em outro post. Existe uma hierarquia dentro da igreja, e o estudo é obrigatório. Quem almeja ser um líder católico, deve começar pelo mais baixo nível hierárquico e ir subindo gradativamente de cargo. Não existe outra maneira.

Nem mesmo se for o irmão do papa, não é possível pular etapas.

Já na igreja evangélica, a coisa funciona bem diferente, principalmente nas chamadas neopoentecostais. Normalmente o líder dessas igrejas escolhem o título pelo qual desejam ser chamados, sejam apóstolos, bispos, pastores, etc. Também cabe a eles escolherem as outras pessoas que irão desempenhar cargos dentro da organização.

A igreja é de Cristo, mas a escolha de quem irá exercer o cargo é deles.

Infelizmente esse tipo de coisa é tão comum dentro dessas igrejas, que fica muito fácil citar alguns exemplos:

O primeiro deles acontece normalmente referente as pregações. Normalmente a pessoa escolhida para dirigir os cultos no lugar do líder, é a sua esposa. Se a igreja costuma fazer dois cultos diários, o primeiro é dirigido pela esposa e o segundo pelo marido. Isso é uma prática muito comum.

Os filhos também passam a ter um papel fundamental nessa hierarquia. A maioria vira pregador e são preparados para suceder os pais.

Quando a igreja possui algum meio de comunicação como rádio e televisão, o absurdo fica ainda pior. Normalmente o líder, sua esposa e filhos são os que dirigem os principais programas. Mesmo se tratando de uma igreja grande, onde certamente existam pessoas formadas em jornalismo que exerceriam essa função com grande competência, eles sequer tem chance.

E o mais curioso é que nenhum deles, nem mesmo o líder, normalmente não tem formação ou conhecimento suficiente para ocupar os cargos que ocupam.

Para o crescimento da igreja, a participação dos fiéis também é restrita, mas não menos importante. Por exemplo, o líder decide que a igreja deve comprar um horário na televisão, ou que devem comprar um terreno para construir um mega templo. Ele tem fé de que Deus está mandando ele fazer esse negócio, e tem coragem de faze-lo. Só depois disso que ele convoca os fiéis para pagar a conta. Normalmente com uma “oferta de desafio”.

Talvez seja a hora de questionar como é feito as escolhas dentro de sua igreja.

Talvez esteja na hora da igreja evangélica aprender alguma coisa com a igreja católica.

 

27/03/2017 Posted by | Religião | , | Deixe um comentário

A RELIGIÃO DO MEDO

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Se formos analisar as religiões, vamos perceber que apesar das diferenças de doutrina, a maioria tem muito mais coisas em comum do que diferenças. Quase todas pregam o amor, honestidade e uma boa conduta dentro da sociedade. Nem todas pregam a existência de um inferno, mas quase todas creem em um céu, um paraíso.
Mas além disso tudo, existe outro sentimento que mesmo sendo diferente entre as religiões, é uma das peças fundamentais para manter os fiés dentro da doutrina: o medo.

Semelhantemente ao filme “A Vila”, é através do medo que a maioria das religiões faz o controle de seus fiés, impedindo que eles saiam da doutrina. E os fiés por sua vez, tem medo de infringir qualquer norma de sua religião, com medo de uma punição divina..

É muito comum alguns pais dizerem para seus filhos: “Papai do céu castiga criança que não é obediente”. Aprendemos e ensinamos desde pequenos que devemos ter medo do Papai do céu.  Ao invés de ama-lo por sua bondade, obedecemos pelo temor.

Existem vários exemplos que nos mostram como a religião se mantém através do medo, a grande maioria dentro do cristianismo.

Existem doutrinas evangélicas que proibem seus seguidores de frequentar a casa de qualquer outra pessoa, mesmo que seja um familiar, sozinho. Sempre tem de ir acompanhando de um outro membro da religião. Isso porque os líderes tem medo que os fiés conversem sobre religião com outra pessoa e seja influenciado por ela. Neste caso o “acompanhante” será os “olhos e ouvidos” da liderança. É comum também que se afaste os seguidores de todos os meios de comunicação, como televisão, jornais, revistas e internet. Para que o medo funcione, é necessário a “desinformação”. Nestes dois casos o medo são dos líderes em perder suas ovelhas.

Mas existem existem casos onde o medo é por parte de quem segue a religião.

Na Idade Média, quando o cristianismo católico era praticamente a única religião que reinava sobre o mundo conhecido, era proibido alguém interpretar as escrituras além da igreja. A igreja tinha medo que através de uma interpretação pessoal os fiés poderiam questionar algo que a igreja interpretasse de forma diferente. E os fiés não questionavam essa proibição, pois tinham medo de uma punição.

Na mesma Idade Média, surgiu a lenda das bruxas. Os cristãos criam em um Deus todo poderoso, mas tinham medo de bruxas. A própria igreja temia a existência de bruxas e por isso muitas mulheres foram mortas acusadas de bruxaria. O medo que atingia os fiés também atingia a igreja.

Também existia o medo da excomunhão. Qualquer um que se levantasse contra o domínio da igreja, poderia ser excomungado. Todos temiam serem afastados da comunhão da igreja, o que representava praticamente uma condenação ao inferno.

E por falar em inferno, muitos estão seguindo a Deus por medo de ir para o inferno.

 

 

 

25/12/2016 Posted by | Religião | | 1 Comentário

MÚSICA E RELIGIÃO

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Louvai ao Senhor. Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder.
Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza.
Louvai-o com o som de trombeta; louvai-o com o saltério e a harpa.
Louvai-o com o adufe e a flauta; louvai-o com instrumento de cordas e com órgãos.
Louvai-o com os címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes.
Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor. Louvai ao Senhor.

A música sempre esteve presente nas manifestações religiosas. Difícil alguma religião que não utilize música em suas reuniões.
Os índios sempre usaram músicas em suas cerimônias, assim como os católicos fazem em suas missas e procissões. Difícil imaginar um culto evangélicos sem música.

Por muitas vezes, uma música substitui uma oração. E para algumas pessoas, a música chega até a substituir a religião.
Engana-se porém quem imagina que somente músicas sacras são usadas em cerimônicas religiosas. É muito comum em casamentos (normalmente católicos), os noivos escolherem músicas românticas, sem nenhum objetivo religioso, para embalar a cerimônia.
Mas apesar dessa proximidade entre música e religião, a convivência nem sempre é tão amistosa.

O primeiro problema está nos instrumentos musicais. Alguns instrumentos sempre foram bem vindos nas cerimônias religiosas como o piano, flauta e violino. Instrumentos de sopro também sempre foram bem vindos.

Já outros instrumentos como guitarra, contra-baixo e bateria tem uma resistência um pouco maior, apesar da situação ter melhorado muito hoje, principalmente com o crescimento de grupos neo-pentecostais e carismáticos.

Outros instrumentos como atabaque, berimbau e cuíca, não tem espaço dentro das igrejas cristãs, ainda que sejam usados por religiões de origem africana. Provavelmente seja esse o motivo das igrejas cristãs não os utilizarem.

Se os instrumentos sofrem esse preconceito dentro das igrejas cristãs, com os rítmos não é diferente. Quando se falava em música cristã, sempre se lembrava de corais ou coisa do gênero.

Na década de 70, um grupo de jovens na pequena igreja batista de vila bonilha, zona oeste de São Paulo, ousou ao usar guitarra, contra-baixo, bateria e introduzir o rock dentro de uma igreja cristã. Formaram a banda Exodos conhecida pela música “Galhos Secos” (Para Nossa Alegria), de autoria de seu líder Osny Agreste. É o primeiro registro de uma banda de estilo rock dentro de uma igreja evangélica.

Mas se o rock aos poucos conseguiu “entrar” dentro da igreja, mesmo a contra gosto de muitos, outros ritmos ainda sofrem. Difícil ver alguém cantando uma música cristã no ritmo de samba e atualmente é inimaginável um funk para Jesus. Ritmos de origem africana é considerado um pecado. Se um africano se converte ele obrigatoriamente tem de mudar o gosto musical. Por que?

A verdade é que rotulamos o que é música cristã e tudo aquilo que está fora disso não serve.

Da mesma forma que a igreja antigamente decidiu que livro deveria fazer parte da bíblia, hoje decidimos que tipo de música pode-se tocar na igreja.

 

13/10/2016 Posted by | Religião | , , | Deixe um comentário

O ANTICRISTO

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Uma das figuras mais enigmáticas do novo testamento, e talvez de toda a bíblia, é o anticristo.

A maioria das religiões cristãs, entende que o anticristo já nasceu e está entre nós. Para muitos ele será uma pessoa carismática, um líder mundial que irá conseguir trazer paz na terra por um determinado tempo. Depois irá se assentar sobre o templo de Israel (que ainda nem foi reconstruído e ninguém sabe se será) e se declarará como um líder mundial.
Muitos já foram apontados como o anticristo: Hitler, Napoleão Bonaparte, Maomé, Osama Bin Laden, o Papa (para os evangélicos), etc.
Claro que estou resumindo (e muito) algumas das interpretações sobre o que ouvimos sobre o anticristo.

Porém, o que a bíblia diz a respeito?

A palavra anticristo aparece somente quatro vezes em toda a Bíblia, e todas elas nas epístolas do apóstolo João:
“Filhinhos, é já a última hora: e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos: por onde conhecemos que é já a última hora.” I João  2:18
Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho.” I João 2:22
“E todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo.” I João 4:3
Porque muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo.” II João 1:7

Chama a atenção o final de I João 4:3 “e presentemente já está no mundo”. Na visão de João, o anticristo já estava no mundo naquele tempo. Na visão de muitos cristãos o anticristo está no mundo nos dias de hoje. Talvez daqui há uns 300 anos, alguém que for escrever sobre o anticristo, escreve que ele já está no mundo nos dias dele.

De qualquer forma, as únicas passagens bíblicas sobre o anticristo são essas. Nem no livro de Daniel, nem em Ezequiel, nem em Zacarias, nem em Tessalonicense e nem no Apocalipse, existem passagens tão explicitas quanto essas de João.
E nenhuma delas se encaixa na interpretação “popular”.

A bíblia não diz nada a respeito disso, então qualquer interpretação, ainda que possa ser verdadeira, não tem base direta na bíblia.

24/04/2016 Posted by | Religião | | 4 Comentários

A ORIGEM DO NATAL

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No dia 25 de dezembro os cristãos comemoram o natal, que segundo a tradição é a data de nascimento de Jesus.

Porém é de conhecimento da maioria das pessoas que essa data é simbólica, pois ninguém sabe a data  de nascimento de Jesus. O que se pode afirmar com certeza, é que Ele não nasceu no mês de dezembro.

Até o ano de seu nascimento é questionável. Provavelmente Jesus nasceu alguns anos antes do que se é comemorado. Sendo assim, o dia, mês e ano de nascimento de Jesus estão errados.

Então porque foi escolhido esse dia e mês para celebrar o seu nascimento?

Essa história começou há mais de 3 mil anos antes do nascimento de Jesus. Nessa época as civilizações tinham o costume de celebrar o solstício de inverno, ou seja, a noite mais longa do ano no hemisfério norte. Esse fenômeno ocorre no final do inverno e depois dessa data o sol fica mais tempo no céu, deixando os dias mais longos. Como viviam basicamente da agricultura, dias longos significavam uma boa colheita.

Na cultura persa eles celebravam o deus do Sol chamado Mitra. O seu nascimento era comemorado no dia 25 de dezembro.

Quando Alexandre, o Grande, conquistou os persas o culto a Mitra se espalhou por seu Império e quando por fim, Roma conquistou as regiões do antigo Império Grego, o culto a Mitra já estava enraizado na cultura do povo.

Em Roma a celebração a Mitra passou a se chamar Festival do Sol Invicto, e fechava outra festa dedicada ao solstício: a Saturnália. Essa festa homenageava Saturno, deus da agricultura, e durava uma semana. Segundo alguns historiadores, nessa época as pessoas comiam e trocavam presentes. Qualquer semelhança com o natal nos dias de hoje não é mera coincidência.

Quando o cristianismo cresceu dentro do Império Romano, a igreja achou por bem comemorar a data de nascimento de Jesus. Como não se sabia que dia Ele nasceu, foram sugeridas algumas datas simbólicas como 6 de janeiro, 25 de março, 10 de abril e 29 de maio, entre outras.

Então um historiador cristão chamado Sextus Julius Africanus, sugeriu que o nascimento de Jesus fosse comemorado no dia 25 de dezembro, coincidindo com o dia do Festival do Sol Invicto. Com isso a Igreja podia agradar os romanos não deixando de participar da festa, e ao mesmo tempo estimular os que não eram cristãos a se converterem.

No ano de 325 o Papa Júlio I decreta que no dia 25 de dezembro deve ser comemorado como o dia do nascimento de Jesus, em substituição a festa do deus sol. Desta forma o natal passa a ser uma comemoração cristã, porém, herdando os costumes pagãos como a troca de presentes e refeições especiais.

A festa pagã passou a ser sagrada.

A Árvore de Natal

Ela também tem origem pagã. Os nórdicos celebravam na mesma data (25 de dezembro) uma festa chamada Yule, nas quais as famílias traziam uma árvore para casa para que os espíritos da natureza tivessem um lugar confortável para ficar durante o inverno. Essa árvore era enfeitada com sinos e as pessoas depositavam presentes aos seus pés para esses espíritos.

As cores que se usam nas festividades Yule são o vermelho, verde, branco e dourado. Tenho certeza que não é coincidência que hoje são as cores que mais usamos para enfeitar diversas coisas no natal. Em quase todas as casas é fácil encontrar uma toalha de mesas nessas cores.

Papai Noel.

No século III vivia na cidade de Myra, na Turquia, um bispo chamado Nicolau. Ele era conhecido por sua generosidade e por fazer o bem às pessoas. Existem muitas lendas a respeito dele. Uma delas diz que uma família onde três moças não tinham dinheiro para pagar um dote para se casar. Então Nicolau jogou um saco de moedas com ouro e prata na casa delas a noite. Por causa dessa e outras lendas foi atribuído a ele a figura do papai noel, o bom velhinho.

Ele foi canonizado pela Igreja Católica um século após sua morte no ano de 350.

No início ele era representado como um bispo católico, com manto vermelho e mitra. Até que em 1863 o cartunista americano Thomas Nast redesenhou o mesmo retirando as características religiosas e deixando ele como conhecemos hoje, com uns quilinhos a mais e a roupa vermelha e branca. Nascia assim o papai noel.

Mas foi em 1931, durante uma campanha publicitária da Coca-Cola, que também usava as cores vermelha e branca, que a figura do papai noel se espalhou pelo mundo, tornando-se o sucesso de marketing que é hoje.

Porém, se agora você está em dúvidas se deve comemorar o natal no dia 25 de dezembro mesmo não sendo essa a data de nascimento de Jesus, não tem problema. Mesmo que fosse escolhida outra data, essa também seria simbólica, já que não se sabe qual data exata do nascimento de Jesus.

Comemorar o aniversário de Jesus não é nenhum pecado como alguns pregam. Nessa época, as pessoas ficam com um espírito mais solícito para boas coisas, ajudam uns aos outros, muitos doam alimentos, fazem a alegria das crianças com brinquedos, enfim, seja da forma que for, acabam fazendo boas ações e deixando pessoas felizes.

E tenho certeza que nosso Deus se alegra com isso.

Mesmo que o aniversariante do dia não seja Ele. Seja o Sol

14/12/2015 Posted by | Religião | , , , , , , , , | 1 Comentário

A GUARDA DO SÁBADO

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Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus: não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou: portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou.
Êxodo 20:8-11

Um dos assuntos que mais dividem a opinião dos cristãos, principalmente os evangélicos, é a guarda do sábado.

Existem grupos que defendem que o sábado deve ser o dia do descanso, pois é o que consta nos 10 mandamentos. Outros dizem que essa lei foi dada especificamente para os judeus daquela época, e adotaram o domingo como sendo o dia de descanso.

Entre os que defendem a guarda do sábado a Igreja Adventistas do Sétimo Dia é sem dúvida o maior grupo. Eles se baseiam principalmente no texto de Êxodo 20:8-11, e em Gênesis 2:2 “E havendo Deus acabado no dia sétimo a sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito”. Ou seja, se Deus descansou no sétimo dia nos dando esse exemplo, devendo também descansar.
Já ouvi alguns adventistas dizerem que se for um trabalho necessário como um médico, bombeiro, policial, eles podem trabalhar aos sábados. Já o que não for essencial não deve ser feito. Também é bom ressaltar que eles nunca disseram que quem não guarda o sábado não será salvo, mas somente estão observando o que diz a lei.

Os católicos são os principais representantes do grupo que trocou o sábado pelo domingo. Eles se afastaram da guarda do sábado logo no início do cristianismo, seguindo um decreto do Imperador Romano Constantino em 321 que estabelece que todos no império deveriam descansar aos domingos, o dia do sol. Apesar de não ter sido um decreto religioso, o Concílio de Nicéia em 325 adotou o domingo como dia de descanso para os católicos.
Eles também defendem a guarda do domingo baseando-se no fato de que Jesus ressuscitou em um domingo, e que não estamos mais debaixo da lei, mas da graça, por isso não precisamos guardar os mandamentos da lei.
Talvez esse seja um dos poucos pontos onde católicos e evangélicos concordam, seja por convicção ou comodismo. A maioria dos evangélicos também guarda o domingo ao invés do sábado.

Mas nem os católicos e nem os evangélicos fazem a guarda de verdade. Ambos trabalham se for preciso sem nenhum problema de estar infringindo algum mandamento de sua religião, ao contrário dos Adventistas, que até o café da manhã eles preparam na sexta, por não acharem certo fazer esse “trabalho” no sábado, dia de descanso.

Independente de guardar ou não, é preciso observar que Deus não mandou guardar o dia da semana chamado sábado, mas sim o sétimo dia.
A palavra sábado vem do hebraico shabat e significa descanso. Claro que tem esse nome exatamente porque era o dia de descanso para os judeus.

Para os romanos o sábado era o dia consagrado a Saturno, deus do tempo, dai vem a origem do nome em inglês “Saturday” (dia de saturno).

O fato é que mesmo Jesus tendo feito uma nova aliança conosco não quer dizer que ele tenha acabado com os mandamentos da lei. Ele mesmo disse em Mateus 5:17: Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir.”

Dizer também que a lei foi dada para os judeus daquele tempo, seria o mesmo que anular os outros mandamentos, como “não matarás”, “não adulterarás”, etc. Se os evangélicos acusam a igreja católica de a alterar os 10 mandamentos; eliminando o segundo mandamento (“Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos”), e dividindo o último em dois, para que fosse permitido a adoração de imagens; fazem a mesma coisa quando dizem que o quarto mandamento foi somente para os judeus.

A verdade é que Jesus jamais revogou a lei ou disse que ela não deveria ser cumprida.

O que ocorre é que as pessoas interpretam os textos ao pé da letra ou adaptam para que supra sua crença ou conveniência, e foi justamente o que Jesus quis mostrar quando disse em Mateus 12:11 “E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela, e a levantará?”
Jesus não quis dizer que devemos fazer só o essencial. Ele quis dizer que muitos que a coisa não tinha de ser levada ao pé da letra a ponto de não fazermos nada que diga respeito a trabalho.

Acho que devemos ter maturidade suficiente para fazer uma boa interpretação do que Deus quis dizer em descansar no sétimo dia.
Eu não trabalho aos sábados e posso dizer que é meu dia de descanso, mesmo que faça algum trabalho pequeno em casa. Também não me sinto transgredindo a lei por isso.
Sabemos que muitas pessoas trabalham no comércio que normalmente abre aos sábados, domingos e até mesmo em feriados. Outros em linha de produção onde tem jornadas de descanso que podem cair em qualquer dia da semana. E para uma grande maioria, o sábado é justamente o dia que podem limpar sua casa, consertar alguma coisa, e até fazer um trabalho extra.
Todos precisamos trabalhar e se temos de trabalhar ao sábado, isso jamais pode ser considerado uma transgressão a lei ou mandamento de Deus. Tenho certeza que a maioria das pessoas quando está desempregada pede para que Deus abra uma porta e se Deus abriu uma porta onde é necessário trabalhar aos sábados, então isso não pode ser considerado uma transgressão a lei.

Vale observar que aqueles que guardam o sétimo dia usando o texto de Gênesis em que Deus criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo, também não trabalham no domingo, o que seria o primeiro dia. Se observam radicalmente a lei guardando o sétimo dia, acabam quebrando essa mesma lei descansando no primeiro.

Acho que acima de tudo o ideal é ter o bom senso para saber interpretar aquilo que Deus nos diz, e principalmente, sem jugar quem pensa ou age diferente.

25/07/2015 Posted by | Religião | | 9 Comentários

OS JUDEUS E A CIDADE DE JERUSALÉM

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Não existe uma nação como Israel, e não existe um povo como o judeu. As leis, as promessas e os pactos de Deus sempre passam primeiro por eles. A história da humanidade deu-nos muitos judeus ilustres: Albert Einstein, Karl Marx, Isaac Newton, Sigmund Freud, Henry Kissinger, entre outros. Entre os ganhadores do prêmio Nobel, mais de 150 são judeus. E claro, não podemos esquecer do mais ilustre de todos: Jesus Cristo.

A existência dos judeus é um grande mistério para a humanidade. Nenhum povo passou pelo que eles passaram. Por várias vezes foram dominados e conquistados por outros impérios, expulsos de sua própria terra. Foram escravos no Egito, dominados pelos babilônicos, persas, gregos e romanos. Ficaram quase dois mil anos sem uma pátria. Povos mais ricos, mais numerosos, com territórios maiores surgiram e desapareceram. E os judeus assistiram a tudo e ficaram. Tudo nesse mundo passa. Menos os judeus. Qual será o segredo desse pequeno povo que desafia a lógica humana? A resposta é simples: eles são os filhos da promessa. São os herdeiros do pacto que deus firmou com Abraão em gênesis capítulo 17:1-7

“Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o senhor edisse-lhe: eu sou o deus todo-poderoso; anda na minha presença e sê perfeito. Farei uma aliança entre mim e ti e te multiplicarei extraordinariamente. Prostrou-se Abrão, rosto em terra, e deus lhe falou: quanto a mim, será contigo a minha aliança; serás pai de numerosas nações. Abrão já não será o teu nome, e sim Abraão; porque por pai de numerosas nações te constituí. Far-te-ei fecundo extraordinariamente, de ti farei nações, e reis procederão de ti. Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu deus e da tua descendência”.

A história dos judeus começou há muitos anos na região da Caldéia, onde hoje é o Iraque. Era ali que, aproximadamente entre os séculos XXI e XVIII a.C., vivia Abraão, o homem a quem deus chamou para formar o seu povo. Ele deixou a cidade de Ur, na Caldéia e foi para a região da Palestina, a terra prometida. O neto de Abraão foi Jacó que teve doze filhos (Ruben, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, José e Benjamim) que deram origem a doze tribos. Dessas tribos descendem os judeus. No século XVII a.C. uma grande fome se abateu sobre a região, e o povo de Israel foi conduzido ao Egito onde acabou sendo escravizado. Deus providenciou a libertação do seu povo através de Moisés por volta do ano 1250 a.C. Vagaram pelo deserto por quarenta anos, até retornarem à terra prometida.

Em torno de 1029 a.C. o rei Saul consegue a unificação das doze tribos, forma o reino de Israel, e reconquista parte de seu antigo território, as terras de Canaã. No ano 1000 a.C. O rei David conquistou a cidade de Jerusalém, e fez dela a capital do seu reino.

Jerusalém, cujo nome significa “cidade da paz”, ironicamente, quase nunca conheceu a paz.

No século XI a.C. o reino de Israel foi dividido em dois reinos. Ao norte chamado de reino de Israel, e ao sul chamado reino de Judá. Daí vem as denominações judeu e judaísmo. O reino do sul era composto pelas tribos de Judá e Benjamin, e o reino do norte pelas outras dez tribos.

Porém no século XII a.C. o reino do norte foi invadido pelos assírios, que levou muitos judeus cativos. Foram trazidos povos da região da Mesopotâmia e da Síria para o reino do norte, que se misturaram com os que ali ficaram. Essas tribos ficaram conhecidas como “as 10 tribos perdidas de Israel”, pois se misturaram com outros povos e acabaram desaparecendo. Posteriormente a Assíria foi dominada pela Babilônia. No século VII a.C. Nabucodonosor se tornou rei da Babilônia, invadiu o reino do sul, levou cativo os judeus para Babilônia e deixou Jerusalém desolada. Aqui se deu a primeira diáspora (dispersão dos judeus pelo mundo, e a formação de comunidades judaicas fora de Israel).

No século seguinte a Pérsia dominou a Babilônia e permitiu a volta dos judeus à Jerusalém, mesmo sob o domínio Persa.

A Grécia sucedeu a Pérsia como império dominante na região no século II a.C, e impôs sua cultura helenística na colônia dominada. A influência grega sobre os judeus foi tão grande, que o novo testamento foi escrito em grego.

Por volta do ano 160 a.C. Os judeus tiveram um breve período de independência.

No ano de 63 a.C. o Império Romano conquistou a região. Durante esse período a cidade de Jerusalém foi reconstruída e batizada com o nome de Aélia Capitolina. Os judeus foram expulsos de sua própria terra, e proibidos de entrar na cidade de Jerusalém. A região foi rebatizada como província Síria Palestina, um nome derivado do grego “Filistéia”, devido ao fato de que naquela região, viviam os filisteus, inimigos dos judeus. O objetivo era apagar daquela região o passado judaico. Foi nesse período que teve início a segunda diáspora.

No ano de 286 o Império Romano foi dividido em dois, o Império Romano do Ocidente, com a capital em Roma, e o Império Romano do Oriente, com a capital em Bizâncio, conhecido também como Império Bizantino.

Com o fim do Império Romano do Ocidente no ano de 476, a região da palestina ficou sujeita ao Império Bizantino.

Os muçulmanos conquistaram a cidade de Jerusalém em 638, mas quando ocorreram as cruzadas em 1099, a cidade passa para as mãos dos cristãos e eles fundam o reino latino de Jerusalém. Em 1187, o general árabe Saladino recaptura a cidade. Em 1517 os turcos tomaram posse da cidade que passou a fazer parte do Império Otomano (muçulmano turco).

No final do século XIX o Império Otomano começou a desmoronar. Após a primeira guerra mundial, Jerusalém passou para o controle do governo britânico. A Grã-Bretanha acaba entregando a administração da palestina à ONU (Organização das Nações Unidas).

Em 29 de novembro de 1947 uma reunião da assembleia geral da ONU, presidida pelo brasileiro Osvaldo Aranha, decidiu pela divisão da palestina em dois estados, um judeu e outro árabe. Em 14 de maio de 1948, David Ben Gurion (primeiro ministro de Israel) assinou a declaração de independência do estado de Israel, fundando oficialmente o país. Os judeus estavam novamente na sua pátria, quase 2.000 anos depois de terem sido expulsos pelos romanos.

Em janeiro de 1949, Israel aprovou leis para assegurar o direito de retorno ao país para todos os judeus. Iniciou-se uma onda de migração de judeus vindo de vários pontos do mundo que receberam nomes especiais, como “operação tapete mágico” com cerca de 50.000 judeus vindo do Iêmen; “operação Esdras e Neemias” com cerca de 130.000 vindo do Iraque; “operação Moisés” e “operação Salomão” com 21.500 vindo da Etiópia.

Israel renascia como nação independente. A terra prometida estava novamente sob o controle dos descendentes de Abraão. Cumpria-se assim a profecia de Ezequiel 37:12-14: “Portanto, profetiza e dize-lhes: assim diz o senhor deus: eis que abrirei a vossa sepultura, e vos farei sair dela, ó povo meu, e vos trarei à terra de israel. Sabereis que eu sou o senhor, quando eu abrir a vossa sepultura e vos fizer sair dela, ó povo meu. Porei em vós o meu espírito, e vivereis, e vos estabelecerei na vossa própria terra. Então, sabereis que eu, o senhor, disse isto e o fiz, diz o Senhor”.

Extraído do livro “Os Filhos da Promessa”

30/04/2015 Posted by | Religião | , , , | 8 Comentários

CONHEÇA OS DIFERENTES TIPOS DE MASSAS

Massa fresca, seca, curta ou longa? Entenda as diferenças

  • Massa fresca, seca, curta ou longa? Entenda as diferenças…

Em algum momento da vida, todo mundo já teve que pedir ajuda ao garçom para desvendar o cardápio do restaurante italiano. “Esse é aquele que parece uma gravatinha? É o mais achatado? Mas é mais grosso, com furinho no meio?” são perguntas comuns para quem não é de família italiana ou não é tão íntimo desse tipo de gastronomia.

Se para você não importa o formato e o que vale é o sabor do macarrão, saiba que há diferença, sim. Para começar, há dois tipos principais de pasta: fresca ou seca. A primeira é aquela feita na hora, de forma artesanal, e a segunda é o tipo de macarrão que compramos no supermercado, mais industrializado.

No universo das massas secas, tamanho é documento e define as duas principais categorias: longa e curta. Aqueles que têm fios mais longos, de mais de 10 cm, como espaguete e fettuccine, estão na primeira categoria, e os menores, como penne e fusilli, na segunda.

Alguns especialistas defendem que há molhos que combinam mais com determinado tipo de macarrão, outros acham que vai do gosto de cada um. “Não há regras, nem certo e errado, acho que dá para variar bem as combinações”, opina Fábio Stoco, professor de Gastronomia do Centro Universitário Senac de Águas de São Pedro (SP).

Stoco aposta em uma culinária mais livre, mas afirmou que uma coisa que pode ajudar na escolha do tipo de massa é definir se o molho vai levar ingredientes em pedacinhos, como milho, ervilha, alcaparra e azeitona. “Se tiver, a melhor opção é massa curta, como penne ou fusilli, pois o ingrediente se ‘enrosca’ com o macarrão. Se a massa for longa, ele acaba ficando no fundo do prato”, recomenda.

O Chef Lima, da Montecatini Trattoria, acredita que há combinações clássicas que funcionam melhor no prato. “Massas mais finas combinam mais com molho branco ou na manteiga. As mais grossas combinam com carnes, como brachola e polpetta”. E existe alguma unanimidade? “O molho ao sugo: combina com todo tipo de massa”, declara Lima.

Veja abaixo a tabela com os principais tipos de massa e suas características:

Tipos de massas
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    Espaguete

    A massa é a mais popular de todas por ser rápida de preparar. É longa, fina e pode apresentar diferentes espessuras. Geralmente é preparada com molhos de tomate ou ao alho e óleo.Foto: Getty Images

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    Bucatini

    Conhecido também como perciatelli, parece um espaguete mais gordinho, mas a diferença mesmo está no furinho que está dentro da fita.Foto: Getty Images

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    Fettuccine

    É uma massa longa e grossa, achatada e cortada em tiras. A fita é mais larga que o talharim. Combina com molho pesto e alho e óleo.Foto: Getty Images

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    Talharim

    Muitos o confundem com o fettuccine, pois ambos são longos e achatados, mas a fita do talharim é um pouco mais estreita.Foto: Getty Images

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    Fusilli

    É o famoso “parafusinho”. Massa pequena e em formato espiral, o que ajuda a reter o molho e outros ingredientes, como milho e ervilha. Combina com molhos cremosos com carne, mas também com os leves que contêm tomate e legumes.Foto: Getty Images

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    Penne

    Em formato de tubo, é uma massa mediana, com paredes mais grossas e extremidades cortadas na diagonal. Os de superfície lisa são mais indicados para acompanhar molhos cremosos. Já os que têm a superfície riscada são perfeitos para molhos à base de óleo.Foto: Getty Images

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    Rigatoni

    Tubo de tamanho médio, com riscos, parecido com um penne mais gordinho, só que as extremidades têm o corte reto, e não em diagonalFoto: Getty Images

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    Canelone

    O penne parece um rigatoni, que parece um canelone – confuso né? Mas é por aí: o canelone tem quase o mesmo formato que o rigatoni, mas a grande diferença é que ele é liso, sem os riscados típicos do penne. Pode ser feito com massa de lasanha e frequentemente é recheado com queijoFoto: Getty Images

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    Cabelo de anjo

    Conhecida também como aletria, é a massa com a fita mais fina de todas – e o nome é porque lembra mesmo a delicadeza do cabelo de um anjo. É bastante utilizada em sopasFoto: Getty Images

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    Conchiglie

    Em italiano quer dizer “concha” – e é só olhar para a foto para entender o porquê. Tem duas variações: conchigliette, quando é bem pequena, e conchiglione, quando é maior.Foto: Getty Images

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    Farfalle

    O famoso macarrão “borboleta” ou “gravatinha”. Em formato menor, vira farfallini, e maior, farfallone.Foto: Getty Images

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    Ravióli

    A massa parece um pastelzinho: quadriculada, achatada e com ondulações nas extremidades. Sempre envolve um recheio, que pode ser de carne, frango, queijos ou legumes. Pode ser servido ao molho branco ou de tomate.Foto: Getty Images

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    Cappelletti

    Assim como o ravióli, também é uma das massas que são recheadas – por isso muitos confundem as duas, mas o cappelletti parece mais uma “trouxinha” do que um pastel. Os recheios mais comuns são carne, frango ou queijo.Foto: Getty Images

          Fonte: Consultoria com o Chef Lima, da Montecatini Trattoria
          “Pequeno Dicionário de Gastronomia”, da Maria Lucia Gomensoro (editora: Objetiva)

           Débora Costa e Silva – Do UOL, em São Paulo – 03/03/2015

04/03/2015 Posted by | Culinária & Gastronomia | , , , , | 1 Comentário

DEUS SEGUNDO SPINOZA

“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.

Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.

Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria.

Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho… Não me encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?

Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.

Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz… Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.

Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?

Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez?

Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade?

Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.

Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.

A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.

Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre.

Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.

Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho.

Vive como se não o houvesse.

Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir.

Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não.

Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste… Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Pára de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar.

Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.

Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Pára de louvar-me!

Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.

Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.

Te sentes olhado, surpreendido?… Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.

A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.

Para que precisas de mais milagres?

Para que tantas explicações?

Não me procures fora!

Não me acharás.

Procura-me dentro… aí é que estou, batendo em ti.

Baruch Spinoza.

15/10/2014 Posted by | Poema, Poesia & Cia | , | 5 Comentários