Viagem Cultural

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A REUNIFICAÇÃO DE JERUSALÉM – A GUERRA DOS SEIS DIAS

Judeus celebram o iom ierushalaim, que representa a reunificação de Jerusalém

A cidade de Jerusalém é uma cidade considerada sagrada para as três principais religiões do mundo: os cristãos, os muçulmanos e principalmente os judeus; nesse caso não somente por motivos religiosos, mas também por históricos.

A cidade de Jerusalém pertenceu aos hebreus até o ano de 135, quando após uma fracassada revolta contra o Império Romano, o Imperador Adriano os proibiu de entrar na cidade, rebatizando-a Aelia Captolina.

Após a criação do Estado de Israel em 1948, a cidade fora dividida em duas partes: a ocidental, capital do estado judeu e a oriental anexada ao território da Jordânia.

Mas a cidade não iria permanecer dividia por muito tempo. Sua unificação começou a ser desenhada fora das fronteiras dos países a qual ela pertencia, e seu domínio iria passar novamente ao povo de Israel.

Em 1952 o egípcio Gamal Abdel Nasser se torna presidente de seu país, após um golpe contra o rei Faruk I. , Nasser propôs um pacto militar de defesa mútua com a Síria, a Jordânia e o Iraque, e liderava os países árabes na luta comum contra Israel

A imprensa árabe transmitia constantemente propaganda contra Israel, contribuindo para fomentar a hostilidade contra os judeus.

No dia 18 de maio de 1967, Nasser exigiu que a ONU retirasse a Força de Paz que estava na fronteira entre o Egito e Israel, e deslocou suas tropas frente às fronteiras israelenses. Quatro dias depois ordenou o fechamento do Estreito de Tiran interrompendo o fluxo comercial de Israel pelo Mar Vermelho.

No dia 4 de julho Israel estava cercado por tropas árabes que eram muito mais numerosas que as suas e uma invasão era certa. Israel sabia que não teria como resistir a um ataque conjunto dos países árabes, pois seu exército era numericamente inferior.

Liderados pelo general Moshe Dayan,  ao invés de aguardar um fatídico ataque árabe, Israel toma a Iniciativa e no dia 5 de junho ataca as principais bases aéreas do Egito. Estava iniciada  “Guerra dos Seis Dias”.

A maior parte dos aviões egípcios fora destruída ainda em solo, e as pistas de pouso e decolagem foram inutilizadas. Isso dava a Israel uma vantagem aérea que foi crucial para a vitória nessa guerra.

Levi Eshkol, primeiro ministro israelense, enviou uma mensagem ao rei Hussein da Jordânia dizendo que não entraria em guerra com seu país a menos que fossem atacados. Porém Nasser telefonou para Hussein o encorajando a entrar na guerra. Nasser mentiu dizendo que o Egito havia sido vitorioso no confronto da manhã.

A Jordânia ataca Israel no mesmo dia e em menos de 24 horas os israelitas conquistaram totalmente a cidade de Jerusalém. No dia seguinte Israel conquista também a Cisjordânia.

Prevendo que outros países árabes poderiam entrar na guerra a ONU inicia um apelo para negociação de paz. Um cessar fogo foi conseguido entre Israel e a Jordânia.

Israel então passa a dirigir seus ataques principalmente ao Egito. No dia 8 de junho, o general Ariel Sharon, empurrou os egípcios para o Canal de Suez, que no final do dia já estava sob controle dos judeus, assim como a Península do Sinai. Sem saída, o Egito aceita um cessar fogo por intervenção da ONU.

Agora Israel passa a mirar as posições sírias nas colinas de Golã.

No dia 10 de junho, depois de alguns apelos da ONU e diante da derrota iminente, a Síria assina um armistício encerrando em definitivo a guerra, que como o nome já diz, durou apenas seis dias.

Os resultados da guerra foram extremamente favoráveis a Israel: Os árabes tiveram 18.000 baixas, enquanto os judeus somente 766. Até mesmo um navio americano (USS Liberty) foi bombardeado acidentalmente por Israel e 34 americanos morreram.

Israel conquistou a Península do Sinai, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia, as colinas de Golã e principalmente o controle completo da cidade de Jerusalém. Seu território aumentou de 14.500 km2 em 1948 para 89.489 km2. A cidade de Jerusalém estava novamente sobre o controle dos judeus após quase 2000 anos. Israel declarou Jerusalém como sua capital eterna e indivisível.

Em agosto de 1967 os líderes árabes se reuniram na cidade de Cartum, no Sudão, e anunciaram uma mensagem de compromisso: “Não às negociações diplomáticas e reconhecimento do Estado de Israel”. Países como o Irã e o Iraque, que nunca tiveram atritos com Israel, cortaram relações com eles em definitivo.A ONU aprovou em novembro de 1967 a Resolução 242, que determina a retirada de Israel dos territórios ocupados. Porém Israel diz que só negociará a desocupação depois que os árabes reconheceram o Estado de Israel.

De lá para cá, o nível de tensão entre Israel e os países árabes só aumentou.

Tudo indica que a Guerra dos Seis Dias ainda não acabou.

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05/06/2012 - Posted by | Religião | , , , , , ,

4 Comentários »

  1. É impressionante ver como este povo Judeu é abençoado por Deus. Sempre que são perseguidos, o que acontece o tempo todo, Deus sempre transforma a perseguição em uma vitória a favor deles. O Egito nunca aprende, desde o Velho Testamento que ele só perde quando se mete em briga com Israel. Quando todos pensam que eles serão massacrados, um novo milagre acontece e eles saem sempre ganhando.

    Comentário por francino silva | 05/11/2012 | Responder

    • ISRAEL,É O CÁLICE DE TONTEAR AS NAÇÕES..SHALOM ISRAEL QUE DEUS TE ABENÇOE.

      Comentário por JANDIR SOARES | 17/05/2015 | Responder

      • ESTE É O DEUS A QUEM SERVIMOS, UM DEUS E ÚNICO QUE GUARDA O SEU POVO AMÉM

        Comentário por Robson de oliveira | 16/03/2016

  2. Muito obrigada (o)foi de avalia enorme

    Comentário por Marcílio Antônio de Jesus | 07/06/2017 | Responder


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