Viagem Cultural

Dicas e opiniões sobre assuntos diversos.

MÚSICA E RELIGIÃO

music

Louvai ao Senhor. Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder.
Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza.
Louvai-o com o som de trombeta; louvai-o com o saltério e a harpa.
Louvai-o com o adufe e a flauta; louvai-o com instrumento de cordas e com órgãos.
Louvai-o com os címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes.
Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor. Louvai ao Senhor.

A música sempre esteve presente nas manifestações religiosas. Difícil alguma religião que não utilize música em suas reuniões.
Os índios sempre usaram músicas em suas cerimônias, assim como os católicos fazem em suas missas e procissões. Difícil imaginar um culto evangélicos sem música.

Por muitas vezes, uma música substitui uma oração. E para algumas pessoas, a música chega até a substituir a religião.
Engana-se porém quem imagina que somente músicas sacras são usadas em cerimônicas religiosas. É muito comum em casamentos (normalmente católicos), os noivos escolherem músicas românticas, sem nenhum objetivo religioso, para embalar a cerimônia.
Mas apesar dessa proximidade entre música e religião, a convivência nem sempre é tão amistosa.

O primeiro problema está nos instrumentos musicais. Alguns instrumentos sempre foram bem vindos nas cerimônias religiosas como o piano, flauta e violino. Instrumentos de sopro também sempre foram bem vindos.

Já outros instrumentos como guitarra, contra-baixo e bateria tem uma resistência um pouco maior, apesar da situação ter melhorado muito hoje, principalmente com o crescimento de grupos neo-pentecostais e carismáticos.

Outros instrumentos como atabaque, berimbau e cuíca, não tem espaço dentro das igrejas cristãs, ainda que sejam usados por religiões de origem africana. Provavelmente seja esse o motivo das igrejas cristãs não os utilizarem.

Se os instrumentos sofrem esse preconceito dentro das igrejas cristãs, com os rítmos não é diferente. Quando se falava em música cristã, sempre se lembrava de corais ou coisa do gênero.

Na década de 70, um grupo de jovens na pequena igreja batista de vila bonilha, zona oeste de São Paulo, ousou ao usar guitarra, contra-baixo, bateria e introduzir o rock dentro de uma igreja cristã. Formaram a banda Exodos conhecida pela música “Galhos Secos” (Para Nossa Alegria), de autoria de seu líder Osny Agreste. É o primeiro registro de uma banda de estilo rock dentro de uma igreja evangélica.

Mas se o rock aos poucos conseguiu “entrar” dentro da igreja, mesmo a contra gosto de muitos, outros ritmos ainda sofrem. Difícil ver alguém cantando uma música cristã no ritmo de samba e atualmente é inimaginável um funk para Jesus. Ritmos de origem africana é considerado um pecado. Se um africano se converte ele obrigatoriamente tem de mudar o gosto musical. Por que?

A verdade é que rotulamos o que é música cristã e tudo aquilo que está fora disso não serve.

Da mesma forma que a igreja antigamente decidiu que livro deveria fazer parte da bíblia, hoje decidimos que tipo de música pode-se tocar na igreja.

 

13/10/2016 Posted by | Religião | , , | Deixe um comentário