Viagem Cultural

Dicas e opiniões sobre assuntos diversos.

OS JUDEUS E A CIDADE DE JERUSALÉM

Jerusalm

Não existe uma nação como Israel, e não existe um povo como o judeu. As leis, as promessas e os pactos de Deus sempre passam primeiro por eles. A história da humanidade deu-nos muitos judeus ilustres: Albert Einstein, Karl Marx, Isaac Newton, Sigmund Freud, Henry Kissinger, entre outros. Entre os ganhadores do prêmio Nobel, mais de 150 são judeus. E claro, não podemos esquecer do mais ilustre de todos: Jesus Cristo.

A existência dos judeus é um grande mistério para a humanidade. Nenhum povo passou pelo que eles passaram. Por várias vezes foram dominados e conquistados por outros impérios, expulsos de sua própria terra. Foram escravos no Egito, dominados pelos babilônicos, persas, gregos e romanos. Ficaram quase dois mil anos sem uma pátria. Povos mais ricos, mais numerosos, com territórios maiores surgiram e desapareceram. E os judeus assistiram a tudo e ficaram. Tudo nesse mundo passa. Menos os judeus. Qual será o segredo desse pequeno povo que desafia a lógica humana? A resposta é simples: eles são os filhos da promessa. São os herdeiros do pacto que deus firmou com Abraão em gênesis capítulo 17:1-7

“Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o senhor edisse-lhe: eu sou o deus todo-poderoso; anda na minha presença e sê perfeito. Farei uma aliança entre mim e ti e te multiplicarei extraordinariamente. Prostrou-se Abrão, rosto em terra, e deus lhe falou: quanto a mim, será contigo a minha aliança; serás pai de numerosas nações. Abrão já não será o teu nome, e sim Abraão; porque por pai de numerosas nações te constituí. Far-te-ei fecundo extraordinariamente, de ti farei nações, e reis procederão de ti. Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu deus e da tua descendência”.

A história dos judeus começou há muitos anos na região da Caldéia, onde hoje é o Iraque. Era ali que, aproximadamente entre os séculos XXI e XVIII a.C., vivia Abraão, o homem a quem deus chamou para formar o seu povo. Ele deixou a cidade de Ur, na Caldéia e foi para a região da Palestina, a terra prometida. O neto de Abraão foi Jacó que teve doze filhos (Ruben, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, José e Benjamim) que deram origem a doze tribos. Dessas tribos descendem os judeus. No século XVII a.C. uma grande fome se abateu sobre a região, e o povo de Israel foi conduzido ao Egito onde acabou sendo escravizado. Deus providenciou a libertação do seu povo através de Moisés por volta do ano 1250 a.C. Vagaram pelo deserto por quarenta anos, até retornarem à terra prometida.

Em torno de 1029 a.C. o rei Saul consegue a unificação das doze tribos, forma o reino de Israel, e reconquista parte de seu antigo território, as terras de Canaã. No ano 1000 a.C. O rei David conquistou a cidade de Jerusalém, e fez dela a capital do seu reino.

Jerusalém, cujo nome significa “cidade da paz”, ironicamente, quase nunca conheceu a paz.

No século XI a.C. o reino de Israel foi dividido em dois reinos. Ao norte chamado de reino de Israel, e ao sul chamado reino de Judá. Daí vem as denominações judeu e judaísmo. O reino do sul era composto pelas tribos de Judá e Benjamin, e o reino do norte pelas outras dez tribos.

Porém no século XII a.C. o reino do norte foi invadido pelos assírios, que levou muitos judeus cativos. Foram trazidos povos da região da Mesopotâmia e da Síria para o reino do norte, que se misturaram com os que ali ficaram. Essas tribos ficaram conhecidas como “as 10 tribos perdidas de Israel”, pois se misturaram com outros povos e acabaram desaparecendo. Posteriormente a Assíria foi dominada pela Babilônia. No século VII a.C. Nabucodonosor se tornou rei da Babilônia, invadiu o reino do sul, levou cativo os judeus para Babilônia e deixou Jerusalém desolada. Aqui se deu a primeira diáspora (dispersão dos judeus pelo mundo, e a formação de comunidades judaicas fora de Israel).

No século seguinte a Pérsia dominou a Babilônia e permitiu a volta dos judeus à Jerusalém, mesmo sob o domínio Persa.

A Grécia sucedeu a Pérsia como império dominante na região no século II a.C, e impôs sua cultura helenística na colônia dominada. A influência grega sobre os judeus foi tão grande, que o novo testamento foi escrito em grego.

Por volta do ano 160 a.C. Os judeus tiveram um breve período de independência.

No ano de 63 a.C. o Império Romano conquistou a região. Durante esse período a cidade de Jerusalém foi reconstruída e batizada com o nome de Aélia Capitolina. Os judeus foram expulsos de sua própria terra, e proibidos de entrar na cidade de Jerusalém. A região foi rebatizada como província Síria Palestina, um nome derivado do grego “Filistéia”, devido ao fato de que naquela região, viviam os filisteus, inimigos dos judeus. O objetivo era apagar daquela região o passado judaico. Foi nesse período que teve início a segunda diáspora.

No ano de 286 o Império Romano foi dividido em dois, o Império Romano do Ocidente, com a capital em Roma, e o Império Romano do Oriente, com a capital em Bizâncio, conhecido também como Império Bizantino.

Com o fim do Império Romano do Ocidente no ano de 476, a região da palestina ficou sujeita ao Império Bizantino.

Os muçulmanos conquistaram a cidade de Jerusalém em 638, mas quando ocorreram as cruzadas em 1099, a cidade passa para as mãos dos cristãos e eles fundam o reino latino de Jerusalém. Em 1187, o general árabe Saladino recaptura a cidade. Em 1517 os turcos tomaram posse da cidade que passou a fazer parte do Império Otomano (muçulmano turco).

No final do século XIX o Império Otomano começou a desmoronar. Após a primeira guerra mundial, Jerusalém passou para o controle do governo britânico. A Grã-Bretanha acaba entregando a administração da palestina à ONU (Organização das Nações Unidas).

Em 29 de novembro de 1947 uma reunião da assembleia geral da ONU, presidida pelo brasileiro Osvaldo Aranha, decidiu pela divisão da palestina em dois estados, um judeu e outro árabe. Em 14 de maio de 1948, David Ben Gurion (primeiro ministro de Israel) assinou a declaração de independência do estado de Israel, fundando oficialmente o país. Os judeus estavam novamente na sua pátria, quase 2.000 anos depois de terem sido expulsos pelos romanos.

Em janeiro de 1949, Israel aprovou leis para assegurar o direito de retorno ao país para todos os judeus. Iniciou-se uma onda de migração de judeus vindo de vários pontos do mundo que receberam nomes especiais, como “operação tapete mágico” com cerca de 50.000 judeus vindo do Iêmen; “operação Esdras e Neemias” com cerca de 130.000 vindo do Iraque; “operação Moisés” e “operação Salomão” com 21.500 vindo da Etiópia.

Israel renascia como nação independente. A terra prometida estava novamente sob o controle dos descendentes de Abraão. Cumpria-se assim a profecia de Ezequiel 37:12-14: “Portanto, profetiza e dize-lhes: assim diz o senhor deus: eis que abrirei a vossa sepultura, e vos farei sair dela, ó povo meu, e vos trarei à terra de israel. Sabereis que eu sou o senhor, quando eu abrir a vossa sepultura e vos fizer sair dela, ó povo meu. Porei em vós o meu espírito, e vivereis, e vos estabelecerei na vossa própria terra. Então, sabereis que eu, o senhor, disse isto e o fiz, diz o Senhor”.

Extraído do livro “Os Filhos da Promessa”

30/04/2015 Posted by | Religião | , , , | 8 Comentários

A BESTA QUE SUBIU DO MAR

Apocalipse 13:1-10

Sempre que se fala na besta do Apocalipse vem logo a nossa cabeça o número 666. Realmente esse número está diretamente ligado a ela. Mas o que pouca gente se lembra é que no capítulo 13 de Apocalipse duas bestas distintas são apresentadas. Uma que sai do mar e outra que sai da terra.

Uma besta significa um animal. E por experiência posso afirmar que em profecias os animais representam reinos, impérios e nações, e não uma pessoa específica.

Por ser um texto grande vou iniciar escrevendo sobre a primeira besta, a que saiu do mar.

Essa primeira parte é exatamente a mesma visão que Daniel teve no capítulo 7 de seu livro, o qual eu já comentei sobre ele no meu livro “Os Filhos da Promessa”.

1 E eu pus-me sobre a areia do mar e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e, sobre os chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças, um nome de blasfêmia.

2 E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés, como os de urso, e a sua boca, como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio.

Como no livro de Daniel, a visão se inicia sobre o mar. Os animais que Daniel viu eram os mesmos vistos por João, porém em ordem inversa. Daniel viu primeiro o leão representando o Império Babilônico, depois o urso representando o Império Persa, em seguida o leopardo como sendo o Império Grego e o dragão como o Império Romano. O motivo de estarem em ordem inversa é que Daniel viu algo que para ele seria o futuro, e João viu o que para ele já era passado.

O Império Romano havia sido dividido em dois, o Império Romano do Ocidente com sua capital em Roma e Império Romano do Oriente com a capital em Constantinopla.

Quando o Império Romano do Ocidente foi invadido pelos povos bárbaros, o Imperador Justiniano deixou a cargo do bispo de Roma a autoridade sobre a parte ocidental do Império. O dragão (Império Romano) estava dando o seu poder para um novo tipo de autoridade que estava surgindo: a Igreja Católica Romana.

Os dez chifres seriam as dez tribos que invadiram a parte ocidental do antigo império e dariam início as nações da Europa Medieval: os saxões, os francos, os alamanos, os visigodos, os burgúndios, os suevos, os lombardos, os hérulos, os vândalos e os ostrogodos.

3 E vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta.

4 E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?

A ferida de morte seria justamente a queda do Império Romano do Ocidente. Após a invasão bárbara, a região foi dividida e a igreja passou a ter grande influência sobre os povos, não somente pelo poder que Justiniano havia lhe dado, mas principalmente por seu domínio religioso e pelo apoio político que dava aos reis, em troca de segurança.

5 E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses.

Quarenta e dois meses corresponde a 1260 dias e assim como em Daniel 7 não são dias literais, mas 1260 anos. Justiniano derrotou os Ostrogodos em 538, deixando a cargo do Bispo de Roma o controle da parte ocidental do império.

Em 1798 durante a Revolução Francesa, as monarquias absolutistas que mantinham a igreja no poder foram destruídas, o papa Pio VI foi preso e levado para França onde morreu. A igreja perdeu o domínio e poder que exercia sobre os povos durante toda Idade Media. Exatamente 1260 anos depois, como diz a profecia.

6 E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu.

É estranho dizer que a igreja blasfemou contra Deus, mas é o que ela fez quando usurpou da autoridade de Deus, se colocando como Sua única representante, e colocando “santos” como intermediários, quando a Bíblia diz que não existe nenhum intermediário entre Deus e os homens.

O tabernáculo era uma espécie de tenda onde além de outras coisas estava a Arca da Aliança, onde estão guardadas as tábuas dos dez mandamentos. Blasfemar do tabernáculo foi quando ela alterou os dez mandamentos suprimindo o segundo mandamento para que pudessem adorar imagens.

7 E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda tribo, e língua, e nação.

Ao longo da Idade Média a igreja foi responsável por diversas guerras e mortes de quem não se submetia as suas doutrinas. Basta citar as Cruzadas, criadas e incitadas pela igreja para dominar a região da Terra Santa ou a própria Inquisição.

8 E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

Adorá-la se refere a todos aqueles que durante séculos usam da influência da igreja para enganar as pessoas em benefício próprio. É o caso de reis e até mesmo papas e bispos que durante a Idade Média faziam acordos enganando a população para que ambos se mantivessem no poder.

9 Se alguém tem ouvidos, ouça.

10 Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a paciência e a fé dos santos.

A Igreja, que foi responsável por tantas mortes, teve seu domínio encerrado com o papa Pio VI sendo preso durante a Revolução Francesa.

03/01/2011 Posted by | Religião | , , , , , , , | 7 Comentários

OS FILHOS DA PROMESSA

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Saber sobre o futuro sempre foi um desejo do homem. Durante muito tempo as pessoas sempre tentaram interpretar as profecias de Daniel, do Apocalipse, de Nostradamus, dos Maias e tantas outras que pudessem indicar um caminho do que seria o futuro da humanidade. Mas interpretar profecias pode ser um caminho díficil  para curiosos ou leigos.
O livro de Daniel  sempre foi muito usado, principalmente por religiosos para se saber para onde “caminha a humanidade”. Mas decifrar os segredos desse livro também não é uma tarefa das mais fáceis. Basta ver a quantidade de interpretações existentes para ver que muitos se aventuraram a interpreta-lo ou sem conhecimento para tanto, ou com o objetivo de fazer valer a sua crença.

Sugiro a leitura do livro Os Filhos da Promessa, onde o autor busca uma intrepretação bem segura para o livro de Daniel, sem se basear em qualquer religião.
Profecias sobre a estátua de metal, o chifre pequeno, as 2300 tardes e manhãs, as setenta semanas de Daniel, tempo um tempo e metade de um tempo,  os 1260 dias, 1290 dias, 1335 dias,  são comentadas e explicadas versículo por versículo para que não haja dúvidas sobre nenhuma delas.

Esse livro está disponível para download gratuitamente no formato pdf (É necessário acrobat reader para leitura).  Clique no link, faça donwload e deixar seu comentário após a leitura.

OS FILHOS DA PROMESSA

08/11/2009 Posted by | Livros, Religião | , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

DANIEL

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O livro de Daniel, juntamente com o de Apocalipse, é um dos livros da Bíblia que mais possuem interpretações.
Porém para se entender bem o livro de Daniel é necessário conhecer  a história do povo judeu.
Desvendar os mistérios das “setenta semanas de Daniel”, descobrir a identidade do “chifre pequeno”  e  significado dos 1260 dias, são temas que  trazem diversas opiniões.

Faça o o download do  livro “Os Filhos da Promessa” onde apresento de uma forma detalhada o significado de cada visão de Daniel, comentando versículo por versículo.

Faça o download clicado aqui: OS FILHOS DA PROMESSA

26/09/2009 Posted by | Religião | , , | Deixe um comentário