Viagem Cultural

Dicas e opiniões sobre assuntos diversos.

OS JUDEUS E A CIDADE DE JERUSALÉM

Jerusalm

Não existe uma nação como Israel, e não existe um povo como o judeu. As leis, as promessas e os pactos de Deus sempre passam primeiro por eles. A história da humanidade deu-nos muitos judeus ilustres: Albert Einstein, Karl Marx, Isaac Newton, Sigmund Freud, Henry Kissinger, entre outros. Entre os ganhadores do prêmio Nobel, mais de 150 são judeus. E claro, não podemos esquecer do mais ilustre de todos: Jesus Cristo.

A existência dos judeus é um grande mistério para a humanidade. Nenhum povo passou pelo que eles passaram. Por várias vezes foram dominados e conquistados por outros impérios, expulsos de sua própria terra. Foram escravos no Egito, dominados pelos babilônicos, persas, gregos e romanos. Ficaram quase dois mil anos sem uma pátria. Povos mais ricos, mais numerosos, com territórios maiores surgiram e desapareceram. E os judeus assistiram a tudo e ficaram. Tudo nesse mundo passa. Menos os judeus. Qual será o segredo desse pequeno povo que desafia a lógica humana? A resposta é simples: eles são os filhos da promessa. São os herdeiros do pacto que deus firmou com Abraão em gênesis capítulo 17:1-7

“Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o senhor edisse-lhe: eu sou o deus todo-poderoso; anda na minha presença e sê perfeito. Farei uma aliança entre mim e ti e te multiplicarei extraordinariamente. Prostrou-se Abrão, rosto em terra, e deus lhe falou: quanto a mim, será contigo a minha aliança; serás pai de numerosas nações. Abrão já não será o teu nome, e sim Abraão; porque por pai de numerosas nações te constituí. Far-te-ei fecundo extraordinariamente, de ti farei nações, e reis procederão de ti. Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu deus e da tua descendência”.

A história dos judeus começou há muitos anos na região da Caldéia, onde hoje é o Iraque. Era ali que, aproximadamente entre os séculos XXI e XVIII a.C., vivia Abraão, o homem a quem deus chamou para formar o seu povo. Ele deixou a cidade de Ur, na Caldéia e foi para a região da Palestina, a terra prometida. O neto de Abraão foi Jacó que teve doze filhos (Ruben, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, José e Benjamim) que deram origem a doze tribos. Dessas tribos descendem os judeus. No século XVII a.C. uma grande fome se abateu sobre a região, e o povo de Israel foi conduzido ao Egito onde acabou sendo escravizado. Deus providenciou a libertação do seu povo através de Moisés por volta do ano 1250 a.C. Vagaram pelo deserto por quarenta anos, até retornarem à terra prometida.

Em torno de 1029 a.C. o rei Saul consegue a unificação das doze tribos, forma o reino de Israel, e reconquista parte de seu antigo território, as terras de Canaã. No ano 1000 a.C. O rei David conquistou a cidade de Jerusalém, e fez dela a capital do seu reino.

Jerusalém, cujo nome significa “cidade da paz”, ironicamente, quase nunca conheceu a paz.

No século XI a.C. o reino de Israel foi dividido em dois reinos. Ao norte chamado de reino de Israel, e ao sul chamado reino de Judá. Daí vem as denominações judeu e judaísmo. O reino do sul era composto pelas tribos de Judá e Benjamin, e o reino do norte pelas outras dez tribos.

Porém no século XII a.C. o reino do norte foi invadido pelos assírios, que levou muitos judeus cativos. Foram trazidos povos da região da Mesopotâmia e da Síria para o reino do norte, que se misturaram com os que ali ficaram. Essas tribos ficaram conhecidas como “as 10 tribos perdidas de Israel”, pois se misturaram com outros povos e acabaram desaparecendo. Posteriormente a Assíria foi dominada pela Babilônia. No século VII a.C. Nabucodonosor se tornou rei da Babilônia, invadiu o reino do sul, levou cativo os judeus para Babilônia e deixou Jerusalém desolada. Aqui se deu a primeira diáspora (dispersão dos judeus pelo mundo, e a formação de comunidades judaicas fora de Israel).

No século seguinte a Pérsia dominou a Babilônia e permitiu a volta dos judeus à Jerusalém, mesmo sob o domínio Persa.

A Grécia sucedeu a Pérsia como império dominante na região no século II a.C, e impôs sua cultura helenística na colônia dominada. A influência grega sobre os judeus foi tão grande, que o novo testamento foi escrito em grego.

Por volta do ano 160 a.C. Os judeus tiveram um breve período de independência.

No ano de 63 a.C. o Império Romano conquistou a região. Durante esse período a cidade de Jerusalém foi reconstruída e batizada com o nome de Aélia Capitolina. Os judeus foram expulsos de sua própria terra, e proibidos de entrar na cidade de Jerusalém. A região foi rebatizada como província Síria Palestina, um nome derivado do grego “Filistéia”, devido ao fato de que naquela região, viviam os filisteus, inimigos dos judeus. O objetivo era apagar daquela região o passado judaico. Foi nesse período que teve início a segunda diáspora.

No ano de 286 o Império Romano foi dividido em dois, o Império Romano do Ocidente, com a capital em Roma, e o Império Romano do Oriente, com a capital em Bizâncio, conhecido também como Império Bizantino.

Com o fim do Império Romano do Ocidente no ano de 476, a região da palestina ficou sujeita ao Império Bizantino.

Os muçulmanos conquistaram a cidade de Jerusalém em 638, mas quando ocorreram as cruzadas em 1099, a cidade passa para as mãos dos cristãos e eles fundam o reino latino de Jerusalém. Em 1187, o general árabe Saladino recaptura a cidade. Em 1517 os turcos tomaram posse da cidade que passou a fazer parte do Império Otomano (muçulmano turco).

No final do século XIX o Império Otomano começou a desmoronar. Após a primeira guerra mundial, Jerusalém passou para o controle do governo britânico. A Grã-Bretanha acaba entregando a administração da palestina à ONU (Organização das Nações Unidas).

Em 29 de novembro de 1947 uma reunião da assembleia geral da ONU, presidida pelo brasileiro Osvaldo Aranha, decidiu pela divisão da palestina em dois estados, um judeu e outro árabe. Em 14 de maio de 1948, David Ben Gurion (primeiro ministro de Israel) assinou a declaração de independência do estado de Israel, fundando oficialmente o país. Os judeus estavam novamente na sua pátria, quase 2.000 anos depois de terem sido expulsos pelos romanos.

Em janeiro de 1949, Israel aprovou leis para assegurar o direito de retorno ao país para todos os judeus. Iniciou-se uma onda de migração de judeus vindo de vários pontos do mundo que receberam nomes especiais, como “operação tapete mágico” com cerca de 50.000 judeus vindo do Iêmen; “operação Esdras e Neemias” com cerca de 130.000 vindo do Iraque; “operação Moisés” e “operação Salomão” com 21.500 vindo da Etiópia.

Israel renascia como nação independente. A terra prometida estava novamente sob o controle dos descendentes de Abraão. Cumpria-se assim a profecia de Ezequiel 37:12-14: “Portanto, profetiza e dize-lhes: assim diz o senhor deus: eis que abrirei a vossa sepultura, e vos farei sair dela, ó povo meu, e vos trarei à terra de israel. Sabereis que eu sou o senhor, quando eu abrir a vossa sepultura e vos fizer sair dela, ó povo meu. Porei em vós o meu espírito, e vivereis, e vos estabelecerei na vossa própria terra. Então, sabereis que eu, o senhor, disse isto e o fiz, diz o Senhor”.

Extraído do livro “Os Filhos da Promessa”

30/04/2015 Posted by | Religião | , , , | 8 Comentários

A REUNIFICAÇÃO DE JERUSALÉM – A GUERRA DOS SEIS DIAS

Judeus celebram o iom ierushalaim, que representa a reunificação de Jerusalém

A cidade de Jerusalém é uma cidade considerada sagrada para as três principais religiões do mundo: os cristãos, os muçulmanos e principalmente os judeus; nesse caso não somente por motivos religiosos, mas também por históricos.

A cidade de Jerusalém pertenceu aos hebreus até o ano de 135, quando após uma fracassada revolta contra o Império Romano, o Imperador Adriano os proibiu de entrar na cidade, rebatizando-a Aelia Captolina.

Após a criação do Estado de Israel em 1948, a cidade fora dividida em duas partes: a ocidental, capital do estado judeu e a oriental anexada ao território da Jordânia.

Mas a cidade não iria permanecer dividia por muito tempo. Sua unificação começou a ser desenhada fora das fronteiras dos países a qual ela pertencia, e seu domínio iria passar novamente ao povo de Israel.

Em 1952 o egípcio Gamal Abdel Nasser se torna presidente de seu país, após um golpe contra o rei Faruk I. , Nasser propôs um pacto militar de defesa mútua com a Síria, a Jordânia e o Iraque, e liderava os países árabes na luta comum contra Israel

A imprensa árabe transmitia constantemente propaganda contra Israel, contribuindo para fomentar a hostilidade contra os judeus.

No dia 18 de maio de 1967, Nasser exigiu que a ONU retirasse a Força de Paz que estava na fronteira entre o Egito e Israel, e deslocou suas tropas frente às fronteiras israelenses. Quatro dias depois ordenou o fechamento do Estreito de Tiran interrompendo o fluxo comercial de Israel pelo Mar Vermelho.

No dia 4 de julho Israel estava cercado por tropas árabes que eram muito mais numerosas que as suas e uma invasão era certa. Israel sabia que não teria como resistir a um ataque conjunto dos países árabes, pois seu exército era numericamente inferior.

Liderados pelo general Moshe Dayan,  ao invés de aguardar um fatídico ataque árabe, Israel toma a Iniciativa e no dia 5 de junho ataca as principais bases aéreas do Egito. Estava iniciada  “Guerra dos Seis Dias”.

A maior parte dos aviões egípcios fora destruída ainda em solo, e as pistas de pouso e decolagem foram inutilizadas. Isso dava a Israel uma vantagem aérea que foi crucial para a vitória nessa guerra.

Levi Eshkol, primeiro ministro israelense, enviou uma mensagem ao rei Hussein da Jordânia dizendo que não entraria em guerra com seu país a menos que fossem atacados. Porém Nasser telefonou para Hussein o encorajando a entrar na guerra. Nasser mentiu dizendo que o Egito havia sido vitorioso no confronto da manhã.

A Jordânia ataca Israel no mesmo dia e em menos de 24 horas os israelitas conquistaram totalmente a cidade de Jerusalém. No dia seguinte Israel conquista também a Cisjordânia.

Prevendo que outros países árabes poderiam entrar na guerra a ONU inicia um apelo para negociação de paz. Um cessar fogo foi conseguido entre Israel e a Jordânia.

Israel então passa a dirigir seus ataques principalmente ao Egito. No dia 8 de junho, o general Ariel Sharon, empurrou os egípcios para o Canal de Suez, que no final do dia já estava sob controle dos judeus, assim como a Península do Sinai. Sem saída, o Egito aceita um cessar fogo por intervenção da ONU.

Agora Israel passa a mirar as posições sírias nas colinas de Golã.

No dia 10 de junho, depois de alguns apelos da ONU e diante da derrota iminente, a Síria assina um armistício encerrando em definitivo a guerra, que como o nome já diz, durou apenas seis dias.

Os resultados da guerra foram extremamente favoráveis a Israel: Os árabes tiveram 18.000 baixas, enquanto os judeus somente 766. Até mesmo um navio americano (USS Liberty) foi bombardeado acidentalmente por Israel e 34 americanos morreram.

Israel conquistou a Península do Sinai, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia, as colinas de Golã e principalmente o controle completo da cidade de Jerusalém. Seu território aumentou de 14.500 km2 em 1948 para 89.489 km2. A cidade de Jerusalém estava novamente sobre o controle dos judeus após quase 2000 anos. Israel declarou Jerusalém como sua capital eterna e indivisível.

Em agosto de 1967 os líderes árabes se reuniram na cidade de Cartum, no Sudão, e anunciaram uma mensagem de compromisso: “Não às negociações diplomáticas e reconhecimento do Estado de Israel”. Países como o Irã e o Iraque, que nunca tiveram atritos com Israel, cortaram relações com eles em definitivo.A ONU aprovou em novembro de 1967 a Resolução 242, que determina a retirada de Israel dos territórios ocupados. Porém Israel diz que só negociará a desocupação depois que os árabes reconheceram o Estado de Israel.

De lá para cá, o nível de tensão entre Israel e os países árabes só aumentou.

Tudo indica que a Guerra dos Seis Dias ainda não acabou.

05/06/2012 Posted by | Religião | , , , , , , | 4 Comentários

A DESTRUIÇÃO DE JERUSALÉM

Quando se fala na volta de Jesus, um dos textos mais usados é o Sermão da Montanha, onde Jesus, respondendo uma pergunta dos apóstolos, fala sobre alguns fatos que iriam acontecer no futuro.

Hoje, quando acontece um terremoto ou se tem notícia de uma guerra se aproximando as pessoas logo associam com o que Jesus disse.

Porém, ao contrário do que muita gente imagina, Jesus não falava do futuro da humanidade, mas da cidade de Jerusalém e dos Judeus. Sei que muitos irão discordar dessa minha afirmação, mas os acontecimentos históricos, e alguns comprovados pela própria Bíblia, mostram isso. O texto está no capítulo 24 do livro de Mateus,no capítulo 13 do livro de Marcos e no capítulo 21 do livro de Lucas. Vou usar o livro de Mateus como base.

No final do capítulo 23, Jesus já estava falando sobre a cidade de Jerusalém.

Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste! Eis que a vossa casa vos ficará deserta. Porque eu vos digo que, desde agora, me não vereis mais, até que digais: Bendito o que vem em nome do Senhor!

 Depois continua no capítulo 24:

E, quando Jesus ia saindo do templo, aproximaram-se dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do templo.  Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.

Aqui não resta dúvidas de que Jesus está falando sobre a destruição do Templo de Jerusalém. O Templo foi construído por Salomão no século XI a.C (chamado de Primeiro Templo) , e foi destruído pelos babilônicos em 586 a.C. Em 529 a.C. foi reconstruído pelos Judeus. Posteriormente foi reformado por Herodes, teve seu tamanho aumentado e passou a ser conhecido como o Segundo Templo. No ano 70 foi destruído pelos romanos no nono dia do mês hebraico de Av, coincidentemente, o mesmo dia em que o Primeiro Templo foi destruído. Hoje, o que resta do Templo é somente o Muro Ocidental, conhecido como o Muro das Lamentações. No seu lugar foi construido uma mesquita muçulmana chamada o Domo da Rocha.

E, estando assentado no monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos, em particular, dizendo: Dize-nos quando serão essas coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?

Foram feitas duas perguntas, uma a respeito de quando seria destruição do Templo e quais sinais precederiam a vinda de Jesus.

E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane,  porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim.

Jesus não disse uma data para tudo isso acontecer, mas quais seriam os sinais que precederiam esses acontecimentos.

Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.

Durante o cerco da cidade de Jerusalém entre os anos de 66 e 70 a cidade passou por uma fome tão grande, que foram encontrados relatos de mães que comeram seus próprios filhos.

A Bíblia também relata uma fome que atingiu o mundo em Atos 11:28 “E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender, pelo Espírito, que haveria uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César.”

 Mas todas essas coisas são o princípio das dores. Então, vos hão de entregar para serdes atormentados e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão.

Os cristãos sofreram muitas perseguições principalmente durante o império de Nero. E o próprio apóstolo Paulo antes de se converter também os perseguia: “E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se, naquele dia, uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e da Samaria, exceto os apóstolos”. Atos 8:1

 E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos.

O apóstolo Pedro diz que isso também aconteceu: “E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição”. II Pedro 2:1

 E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará.  Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.  E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.

Muitos interpretam essa passagem como se tudo isso se cumpriria somente quando todo o mundo fosse evangelizado. Mas não é verdade. Aqui Jesus diz que o evangelho estaria sendo pregado no mundo todo. E estava como vemos em Atos 8:4 “Mas os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra”.

O apóstolo Paulo relatou em Colossenses 1:23 “se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.”

Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, que entenda),

 Esta passagem merece uma atenção especial, pois a maioria das pessoas não entendem o que seria essa “abominação da desolação”. Alguns afirmam que será o anti-Cristo reconstruindo o Templo de Jerusalém para fazer dele seu trono, mas a Bíblia não diz absolutamente nada sobre isso. Não existe nenhuma profecia de que o Templo de Jerusalém será reconstruído. Qualquer suposição de que isso irá acontecer não está apoiada em nenhuma passagem bíblica.

Mas então o que seria a “abominação da desolação”? A mesma passagem em Lucas 21:20, é mais fácil de compreender “Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei, então, que é chegada a sua desolação”.

No ano de 66 os Judeus se rebelaram contra o domínio do Império Romano. Para conter a revolta, a cidade de Jerusalém foi cercada. Essa era o início da destruição que viria sobre a cidade, e também o cumprimento da profecia tanto de Daniel, quanto das palavras de Jesus.

então, os que estiverem na Judeia, que fujam para os montes; e quem estiver sobre o telhado não desça a tirar alguma coisa de sua casa; e quem estiver no campo não volte atrás a buscar as suas vestes. Mas ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias! E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado, porque haverá, então, grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco haverá jamais. E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos escolhidos, serão abreviados aqueles dias.

 Se Jesus estivesse falando sobre Sua volta, por que Ele estaria orientando as pessoas para fugirem, ou por que Ele estaria dizendo que seria difícil para as grávidas? Jesus estava falando sobre o cerco de Jerusalém durante a Revolta Judaica. Por isso, Ele pede para que as pessoas fujam. Se fosse sobre Sua volta, não teria para onde as pessoas fugirem.

Uma explicação para que a fuga não acontecesse no sábado está em Neemias 13:19. A cidade era fechada no sábado e não haveria como fugir “Sucedeu, pois, que, dando as portas de Jerusalém já sombra antes do sábado, ordenando-o eu, as portas se fecharam; e mandei que não as abrissem até passado o sábado; e pus às portas alguns de meus moços, para que nenhuma carga entrasse no dia de sábado”.

Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui ou ali, não lhe deis crédito, porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa, não acrediteis.  Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem. Pois onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão as águias.

 Depois da morte de Jesus, muitas pessoas se apresentaram dizendo ser o Cristo e muitos falsos profetas surgiram como já comentei acima.

E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.  Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; e todas as tribos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus

 Muitas pessoas tentam explicar essa passagem com um fato ocorrido em maio de 1780 em uma região nos Estados Unidos, onde as pessoas relatam ter havido uma “Grande Escuridão”. E em 1833 durante horas, pessoas dizem terem visto uma “chuva de estrelas cadentes”. Infelizmente para os que associam esse fato a volta de Jesus, foi constatado que a “Grande Escuridão” se deu por causa a uma densa nuvem de fumaça devido a queimadas na região, e a “chuva de estrelas” é um fenômeno já conhecido pela astronomia.

Esse tipo de linguagem usando astros celestiais, era muito comum, principalmente na época do Antigo Testamento, para falar sobre a destruição de um reino ou cidade.

Foi usado em Ezequiel 32:7,8 numa profecia contra o Faraó do Egito: “E, apagando-te eu, cobrirei os céus e enegrecerei as suas estrelas; ao sol encobrirei com uma nuvem, e a lua não deixará resplandecer a sua luz. Todas as brilhantes luzes do céu enegrecerei sobre ti e trarei trevas sobre a tua terra, diz o Senhor JEOVÁ”.

Também foi usado por Isaías em uma profecia contra Babilônia: “Porque as estrelas e constelações dos céus não darão a sua luz; o sol, logo ao nascer, se escurecerá, e a lua não fará resplandecer a sua luz.”  Isaías 13:10

Outra passagem que usa linguagem semelhante está em Amós 5:20: “Não será, pois, o Dia do SENHOR trevas e não luz? Não será completa escuridão, sem nenhuma claridade?”

O termo “Dia do Senhor” é usado para descrever o julgamento contra uma nação e não a segunda vinda de Cristo. Vemos que não se trata de uma profecia sobre o “fim do mundo”, mas sobre o que viria sobre Jerusalém.

 Aprendei, pois, esta parábola da figueira: quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão.  Igualmente, quando virdes todas essas coisas, sabei que ele está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.

 Esse é um outro trecho onde muita gente faz uma grande confusão. Por não saberem interpretar  tentam adaptar as palavras da profecia para que ela se encaixe em suas convicções.

É comum encontrar pessoas que dizem que a figueira é Israel e que ela voltou a florescer em 1948 quando voltou a ser uma nação. Então já marcaram a volta de Jesus para 2018, levando em conta uma geração de 70 anos. Jesus não usou a figueira como representação de Israel. Aqui ela representa somente uma árvore e nada mais. Poderia ser uma macieira, uma oliveira ou qualquer outra árvore.

Para os que insistem em dizer que essa figueira representa Israel, gostaria de lembrar que em Mateus 21:19 Jesus havia dito que a figueira (Israel) não mais daria frutos:“e, vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela; e, não tendo achado senão folhas, disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti! E a figueira secou imediatamente”. Insistir que Israel irá florescer novamente simplesmente para  “encaixar” a profecia em suas convicções, é invalidar a palavra de Jesus.

É importante notar que a profecia tinha um tempo limite se cumprir: até o final daquela geração.

Jesus disse isso por volta do ano 30. Uma geração dura em torno de 70 anos. Então a geração que ali estava chegaria até o ano de 70, ano da destruição de Jerusalém e do Templo. Isso respondia a primeira pergunta dos apóstolos. Nos versículos seguintes, Jesus responde a segunda pergunta, sobre os sinais de Sua vinda. A partir de agora Ele não fala mais nada sobre “fuga”, como no texto anterior.

Porém daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o  Filho, mas unicamente meu Pai. E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem. Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro; Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra. Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor. Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa. Por isso, estai vós apercebidos também, porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis. Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o Senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo que o Senhor, quando vier, achar servindo assim.  Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens. Porém, se aquele mau servo disser consigo: O meu senhor tarde virá, e começar a espancar os seus conservos, e a comer, e a beber com os bêbados, virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera e à hora em que ele não sabe, e separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes.

Apesar de muitos calcularem a data da volta de Jesus, Ele mesmo diz que somente o Pai sabe quando será. E mesmo que muitos digam que certos sinais precederiam Sua volta, Ele diz que não haverá qualquer sinal sobre isso. Ao contrário, diz que sua vinda será inesperada.

Devemos somente estar preparados.

23/07/2010 Posted by | Religião | , , , , | 55 Comentários

OS SINAIS DA VOLTA DE JESUS

Nos últimos dias pude reparar que as pessoas estão muito preocupadas com os sinais que tem acontecido em relação à volta de Jesus.

Segundo o Livro de Lucas capítulo 21, terremotos, tsunamis e guerras são alguns dos sinais que Jesus disse que aconteceriam antes de sua volta.

De acordo com o que tenho pesquisado e ouvido dos sismólogos, a quantidade de terremotos ocorridos nos últimos anos, não é maior do que já ocorreu em outras épocas. A diferença é que quando a área atingida é pouco habitada, os tremores não causam muitas mortes e devastações, diferentemente de cidades ou regiões muito populosas. Também com o avanço dos meios de comunicação, como a internet, as notícias sobre esses fenômenos passaram a ser mais freqüentes e acessíveis à população.

Os tsunamis também não são uma catástrofe nova. Apesar de muita gente só vir a conhecer o termo após o tsunami de 26 de dezembro de 2004, no Oceano Índico, onde morreram mais de 280.000 pessoas, essa tragédia já assolou a humanidade em outras épocas. Ela ocorre quando existe um grande deslocamento de água, normalmente causado por um terremoto, uma explosão vulcânica, ou até o impacto de um meteorito no mar. O primeiro tsunami documentado data de 18 de novembro de 1601 na cidade de Lucerna, na Suíça.

Quanto às guerras é impossível escrever sobre a quantidade que já existiu. Não creio que tenha havido na história da humanidade algum momento em que o mundo não estivesse em guerra. Desde que o homem habitou a Terra houveram conflitos, seja por alimentos, territórios ou riquezas.

Dessa forma, é muito difícil dizer se todos esses fatos são ou não sinais da volta de Jesus. Porém, existe um fato que passa quase despercebido pela maioria das pessoas, que pode comprovar que a volta de Jesus está bem mais próxima do que se imagina.

Em Lucas 21:24 Jesus diz: “…e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem”.

Gentio é toda pessoa que não é judeu. Ser pisada pelos gentios, quer dizer que a cidade ficaria sob o domínio deles e não dos judeus.

No ano de 63 a.C. a região da Judéia passou a pertencer ao Império Romano. Em 135 d.C. após uma revolta contra o Império Romano, o então Imperador Adriano, expulsou os judeus da cidade de Jerusalém e proibiu a entrada deles na cidade. Essa proibição durou até o século IV e a cidade nunca mais voltou ao domínio dos judeus.

Já no século XX após a criação do estado de Israel em 1948 a cidade foi dividida entre Israel e Cisjordânia. Em 1967 após a Guerra dos Seis Dias, os judeus enfim tomam posse total da cidade. Se completava nessa data o período que Jesus chamou de “tempo dos gentios”.

Esse era o último sinal que faltava para a volta de Jesus.

Não são mais os terremotos, tsunamis, guerras ou qualquer outro fato que indicará que a volta de Jesus está próxima. Os sinais de sua vinda já se cumpriram. Só resta mesmo Ele voltar.

Que estejamos preparados.

18/04/2010 Posted by | Religião | , , , | 7 Comentários